Onde e quando usar WordPress?

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Desenvolver no WordPress é algo que facilita, e muito a vida de desenvolvedores QUANDO o sistema é pensado para funcionar com o WP. Muitos dizem que o publicador foi feito para se criar blogs, e claro, funciona muitíssimo bem para este objetivo. Há algum tempo atrás, diria que é “errado” se fazer portais utilizando-se do WordPress, e que, para soluções mais específicas, que necessitem um pouco mais do sistema, que o ideal seria fazer à mão. Pois bem, a cada evolução do” CMS” eu tenho dito cada vez menos isso, sendo que hoje, ainda aconselho, e muito, o uso deste com determinados planejamentos.

O novo pensamento do cliente

A web 2.0, cada vez mais tem dado ao usuário o costume de escrever, alterar conteúdos e etc. Seja no seu orkut, facebook, twitter ou simplesmente mudando o nick do seu messenger, o usuário pegou o costume dele mesmo poder atualizar seu conteúdo. Sendo assim, o WebMaster das antigas, que fazia aqueles contratos de atualização, com um número x de atualizações por mês, ou pior, sites estáticos, imutáveis e tudo mais, é um tanto quanto inaceitável. Vale ressaltar, que você desenvolvedor deve tomar certos cuidados também ao ir jogando um gerenciador de conteúdos na mão cliente, muitas vezes, ele não pode, e não tem, recursos humanos para cuidar da atualização. Neste caso, cabe a você conhecer uma equipe de jornalistas competentes, que saibam escrever para web e fechar com o cliente o pacote completo. Se vier só aquele “sitezinho”, de 5 páginas estáticas, bem, eu particularmente recomendo que você deixe que um sobrinho faça o serviço e não se queime.

Além de um fazedor de blogs.

Bem, com o que temos, vamos estudar a situação do nosso cliente. Vamos criar um checklist ( e podem colaborar com comentários com sugestões para entrar nesse checklist ) para ver se é viável o uso do WP

  • Meu cliente quer que ele mesmo, ou seus funcionários, tenham o poder de gerenciar o site deles;
  • Eu não quero ficar preso a este cliente para atualizações, para poder desenvolver novos sistemas com agilidade e lucrar mais;
  • Um portal aonde ele possa cadastrar suas notícias, eventos e tudo mais;
  • Postar fotos dos produtos que ele vende ( podendo ou não vendê-los pela internet – cuidado com a logística disso antes );
  • Meu cliente é leigo e eu não quero gastar tempo criando um manual de uso para cada CMS que eu criar;
  • Apoia na sua filosofia ( muitas empresas o fazem ) do open-source, ferramentas colaborativas;
  • É um site para o governo ( Boas práticas do governo, pedem o uso do WordPress );
  • Não sou bom em segurança de sistemas ainda;
  • Não quero reinventar a roda a cada novo cliente;

Bem, se você e seu cliente se enquadram em um, ou mais de um, desses itens listados a cima, já é algo a se pensar o uso desta ferramenta. Lembre-se também da grande comunidade que existe em todo seu entorno, e da facilidade de suporte e da ótima documentação que possui, fatores estes que ajudam muito na hora de implementar um sistema deste. Outro fator que gosto muito, apesar de exagerado ( o que é bom ), é a quantidade de funções diferentes que este possui, para fazer coisas relativamente iguais, mais cada um com sua especificidade. Quanto mais se conhece da ferramenta, menor é a probabilidade de você escrever códigos ao invés de suas funções ( para a maioria dos casos ).

E quando não usar o WordPress?

Se você pensar pelo prisma de que, este é desenvolvido em PHP e MySQL, e com as functions e hooks do sistema e do template você possa alterar/sobrescrever qualquer função, nenhuma. Mas muitas vezes é melhor começar algo do zero do que compreender como algo funciona, para depois alterá-lo. Como fora feito antes para os usos, vou fazer um checklist de cuidados que você deve ter se for usar a ferramenta

  • Meu cliente quer que o cliente dele tenha uma “área do cliente” com várias informações específicas sobre algo;
  • Várias coisas únicas e diferenciadas para cada área, com comportamentos diferentes ( Um pouco menos arriscado agora com o WordPress 3.0, mas não aloprem por favor );
  • Várias funcionalidade em flash, inclusive o menu ( Você deveria aconselhá-lo a não usar o flash, mas se você desconsidera as boas praticas de acessibilidade, está no lugar errado );
  • Uma intranet;
  • Loja virtual complexa ( Ignore os plugins que existem para WordPress, e conheça o Magento, ou se estiver com pressa pelo menos veja o OsCommerce )
  • ERP ( Isso é coisa séria, ou use ferramentas do mercado, ou cria uma solução sob medida )
  • CRM ( Recomendo o sugarCRM [ Pago, mas muito bom ]ou vTigerCRM [ Free e feio, mas funciona ] ambos opensource )
  • Controle de processos e lista de tarefas ( Use o Basecamp [ Pago, simples e funcional ] )

Todos os itens acima, são possíveis de serem feitos no WordPress, mas antes, veja se vale a pena o trabalho. Você precisará entender a fundo todo o funcionamento da ferramenta e fazer profundas alterações, trabalhosas, cansativas, e que têm uma grande chance de erro ( inclusive quando se usa um montante de plugins ), e que se fizesse algo do zero, com a sua lógica, seria tudo mais simples e agradável, mesmo dando o trabalho de se fazer o painel administrativo do zero. Este post foi um pouco inspirado após ver o trabalho necessário que teve meu amigo, e companheiro de equipe, Thiago Belem teve ao tentar refazer, ou melhor “simplesmente acrescentar” uma nova regra de reescrita de URL no WordPress, algo que se fosse desenvolvido do zero, seria, neste caso, mais simples.

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4 Comentários

  1. Lucas disse:

    Muito bom Renato.
    Vale enfatizar que, tudo oque você pode criar a mão, você pode criar com o WordPress, mas, como você disse, num é mais fácil e outro mais difícil.

    Antes eu achava extremamente errado utilizar o WP para criar sites. Depois de ver a simplicidade mudei de opnião.

    Ainda é complicado criar “áreas especifica” para o WP 2.9, mas com a entrada dos novos posts types, isso vai acabar e o preconceito também.

    Fazer a mão é bom por causa do controle e, convenhamos também, o WP “faz você programar sujo”, o código pode sair ilegivel se você começar errado. Claro que o programando à mão isso também pode acontecer, só que isso já é tendencia no WP (php misturado com html e sql) e também por não ser OO by default.

    Enfim, é como você disse, tem de analizar antes de usar =)

    • Renato disse:

      @Lucas,
      É por aí mesmo, mas a questão do “programar sujo” é fato, mas você há de entender a proposta do WordPress, que é ser fácil de se criar com ele, sendo assim, até os designers podem meter a mão e se arriscarem a fazer funcionar os própios layouts, o que eu particularmente sou contra, que é a figura do faz tudo. Mas é aquele lance, um meio termo, são os frameworks, como o CakePHP como você tanto gosta, que trazem a facilidade na hora de programar, mas ainda deixam você “criar as regras do jogo”. Em um próximo post falarei também destas diferenças.
      Obrigado pelo comentário ;)

  2. Rodrigo disse:

    Muito bom o post… Me tirou muitas dúvidas!

  3. Mlton disse:

    Jóia,

    Obrigado pelas questão levantadas. Simples e diretas.

    Milton

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